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Programa Aventura Segura

Amazonas, Acre e Roraima unidos para fortalecer o Turismo de Aventura na região Norte

”Pela primeira vez em 28 anos trabalhando com turismo, me sinto realmente amparada por uma associação atuante e eficaz que tem preocupações e interesses iguais aos meus”. O depoimento de Marinilda Godde, proprietária do Malocas Jungle Lodge, concluiu o Seminário Técnico Aventura Segura que aconteceu dias 14 e 15 de junho, no Sebrae de Manaus (AM). Os cerca de 60 participantes discutiram sobre as conquistas, os avanços e os desafios para a reta final do Programa Aventura Segura, iniciativa do Ministério do Turismo, em parceria com o Sebrae Nacional e execução da ABETA – Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura.

Além de empresários do segmento, estavam presentes no seminário representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Marinha Mercante, Sebrae, Sindicato Estadual de Guias de Turismo do Amazonas, Manaustur (órgão da Prefeitura Municipal de Manaus), Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (CETAM), Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur) e Fantur (agência de turismo e eventos). A Universidade do Estado do Amazonas (UEA), o Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (Ciesa), a Uninorte e a Faculdade Metropolitana de Manaus (Fametro) foram representadas por alunos engajados e exigentes que participaram e tiraram dúvidas sobre o Turismo de Aventura na região e o Programa Aventura Segura.

Manaus é um dos 16 destinos contemplados pelo PAS e tem uma característica diferenciada: é considerado um dos Destinos Estendidos, em que as atividades e ações do programa envolvem também os estados vizinhos do Acre e de Roraima. A Maanaim Amazônia (AC) e a Roraima Adventure (RR) participaram do Seminário com grande entusiasmo já que são duas das cinco empresas que receberão em agosto as auditorias para avaliação das conformidades do  processo de implementação do Sistema de Gestão da Segurança (SGS), - que será referência para a certificação no Turismo de Aventura.

Lembrando a questão do associativismo, Douglas Simões,  gerente do Programa de Promoção e Comercialização Internacional, reforçou a necessidade de transformar o Turismo de Aventura no Brasil em algo mais competitivo. “Precisamos pensar nele como um conjunto de valor agregado, desde a hora que o turista chega – os receptivos - até a hora que ele se aventura”, disse. Segundo ele, as atividades na Nova Zelândia, país referência em turismo de aventura, são caras e mesmo assim consumidas. “Queremos que nosso turista pague o valor – ainda que alto – porque ele reconhece o valor agregado do produto”, incentivou. Edner Brasil,  consultor da ABETA, lembrou que o Turismo de Aventura exige pequenos investimentos e alta qualificação e competência. “Para o destino ser referência é preciso muito esforço para unir talentos humanos, a presença do poder público, diálogo entre as partes, associativismo fortalecido, respeito e conservação da natureza, valorização e inserção da comunidade, e ambiente saudável para os negócios”, pontuou. Manaus tem uma vantagem sobre os outros 15 destinos do PAS: o envolvimento com as comunidades nativas e indígenas. “Isso agrega muito à experiência do visitante, que busca vivências novas e autênticas”, afirmou Leonardo Persi, consultor da ABETA.

Por: abeta - 6/7/2010